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Após ser ‘abandonado’ por gavião, filhote de raposa-do-campo é resgatado em Estrela do Norte e encaminhado para recuperação em entidade

Moradores levaram o animal à casa de uma veterinária, que acionou a Polícia Ambiental.

Por: ifronteira.com
08/10/2026 às 17:44
Filhote de raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) foi resgatado em Estrela do Norte (SP) |
Filhote de raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) foi resgatado em Estrela do Norte (SP) | Foto: Polícia Militar Ambiental

A Polícia Militar Ambiental encaminhou para a Associação de Proteção de Animais Silvestres (Apass), em Assis (SP), um filhote de raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) que havia sido resgatado em Estrela do Norte (SP).

Uma médica veterinária de Estrela do Norte entrou em contato com a Polícia Ambiental, em Presidente Prudente (SP), na terça-feira (6), e relatou que moradores haviam levado até sua residência um filhote de raposa-do-campo. Ela foi informada de que um gavião estaria levando o filhote nas garras até que o soltou.

A veterinária contou que o filhote tinha aproximadamente 40 dias e era um macho.

Os policiais contataram a Apass, que prontamente se dispôs a receber o animal.

Nesta quarta-feira (7), uma equipe da Polícia Ambiental foi até Estrela do Norte para pegar a raposa-do-mato na residência da veterinária e em seguida transportá-la para a Apass. Na entidade, os veterinários e biólogos prestaram os primeiros atendimentos ao animal e constataram que estava em boas condições de saúde.

Quando estiver em condições, o canídeo será reintroduzido na natureza.

 

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Filhote de raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) foi resgatado em Estrela do Norte (SP) e encaminhado para recuperação em Assis (SP) | Foto: Polícia Militar Ambiental

 

Não é uma raposa

 

Segundo a Polícia Ambiental, o graxaim-do-cerrado, jaguamitinga ou jaguapitanga, erroneamente também chamado de raposinha ou raposinha-do-campo, é um canídeo endêmico do Brasil, que habita os campos e cerrados em uma área de distribuição que inclui Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, partes do Tocantins, Bahia e uma pequena área entre Piauí, Ceará e Paraíba.

Apesar de seu nome, o animal não é uma raposa verdadeira (gênero Vulpes). Pertence ao Lycalopex, um gênero de canídeos relacionados mais aos lobos-guará (Chrysocyon brachyurus), cachorros-do-mato (Cerdocyon thous) e cachorros-vinagre (Speothos venaticus).

No Brasil, seu parente imediato é o graxaim-do-campo (Lycalopex gymnocercus) e, por diferenciação, convém nomeá-lo de graxaim-do-cerrado, pois o outro é nativo do Pampa.

 

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Filhote de raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) foi resgatado em Estrela do Norte (SP) e encaminhado para recuperação em Assis (SP) | Foto: Polícia Militar Ambiental

 

Conforme a polícia, a espécie assemelha-se a raposas devido à evolução convergente. Intrigantemente, apesar de um dos animais mais primitivos do gênero, seu parente vivo mais próximo é a raposa-de-darwin (Lycalopex fulvipes), atualmente bem distante de sua zona de distribuição.

Estes graxains são pequenos, com focinho curto, dentes pequenos, pelagem curta e membros delgados. Sua pele é de cor acinzentada, com uma parte inferior do corpo creme ou fulva. A cauda é preta na ponta com uma listra escura marcada ao longo da superfície superior, que em animais machos pode se estender ao longo das costas até a nuca.

As orelhas e patas são levemente avermelhadas e a mandíbula inferior é preta.

Alguns indivíduos melanísticos também foram relatados.

Ainda segundo a corporação, tais graxains têm um crânio pequeno, com carniceiros reduzidos e molares largos. São pequenos para uma raposa, pesando apenas de 3 a 4 quilos, com cabeça e comprimento do corpo de 58 a 72 centímetros e cauda de 25 a 36 centímetros.

 

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Filhote de raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) foi resgatado em Estrela do Norte (SP) e encaminhado para recuperação em Assis (SP) | Foto: Polícia Militar Ambiental
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Filhote de raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) foi resgatado em Estrela do Norte (SP) e encaminhado para recuperação em Assis (SP) | Foto: Polícia Militar Ambiental